sexta-feira, 9 de abril de 2010

Sobre nós e a gravidez


Eu e o Gui nos conhecemos há um tempão - acho que há uns doze anos - e na noite em que nos vimos pela primeira vez, já nos beijamos. Foi inesquecível para ambos, uma noite mágica, porém ele estava indo embora para o Canadá e ia ficar um ano fora. Aí demorou um tempão para a gente se reencontrar e quando isso aconteceu, eu estava namorando outra pessoa. Os anos foram passando e de vez em quando a gente se cruzava em Aguaí. O clima sempre fica tenso, cheio de energia no ar daquela coisa mal resolvida, sabe? Eu sempre soube que ainda ia ficar juntos mais uma vez.

Aí no reveillon de 2005/2006 eu estava solteira e nós nos reencontramos numa festa. Eu estava sozinha com a minha família e ele estava rodeado pelos amigos (uns 500, acho). A gente se acenou de longe. Havia um tipo de uma ponte que nos separava no salão, aí eu esperei dar meia noite e fui até onde ele estava, entrei no meio da roda de amigos, peguei no braço dele e disse com a maior cara de pau que podia naquele momento: "oi Gui, td bem? Vim aqui te desejar feliz ano novo", aí ele já perguntou aonde estava o meu namorado e eu disse que não tinha mais bla bla bla... Conclusão: em janeiro do próximo ano (2007), exatamente um ano após o pedido de namoro, nós nos casamos. Assim: rápido, intenso e verdadeiro.
Foi tão lindo o nosso casamento, nós curtimos tanto, dançamos tanto, bebemos tanto, amamos tanto!!!


E agora, depois de três anos e pouco de casados veio a gravidez do João Eduardo, que não foi planejada, embora tenha sido muito aguardada. Desde dezembro/08 eu comecei a ter problemas por tomar anticoncepcional por tempo demais sem pausa, então tive que fazer uma pausa forçada. Até aí tudo bem, maior cuidado para não acontecer nada e deu tudo certo. Depois de alguns meses a minha médica me liberou para voltar a tomar o remédio, aí logo no começo eu relaxei, achando que estava mega protegida e BINGO!!! João Eduardo na área!! Foi um susto enorme e o pior foi que o dia em que fiquei sabendo da notícia o Gui estava de plantão e eu não queria contar a notícia por telefone, então tive que esperar a noite toda para falar com ele no dia seguinte.

O mais engraçado de tudo é que a minha reação não foi nem um pouco parecida com que eu sempre achei que teria. Quando eu fiquei sabendo o sentimento mais forte que eu senti foi medo. Medo de não ser boa mãe, de não ter nada para ensinar, de não ter dinheiro suficiente, sei lá, tive tanto medo de tanta coisa. Demorou um tempinho para eu me livrar desse sentimento. Depois de superadas essas dificuldades iniciais, comecei finalmente a curtir a novidade.

Aí veio um novo problema: eu não me sentia conectada com o bebê. É sério, a gente não sente nada no começo. Ainda mais eu, que não enjoei nenhum dia, às vezes chegava a esquecer que estava grávida e fazia planos para o futuro sem me lembrar que aquilo não aconteceria pois eu teria um bebê no colo ou então que naquele mês estaria parindo (básico na vida de qq pessoa)

Aí eu superei isso também! Agora estou me sentindo mãe! Não esqueço nunca que tenho um bebezinho dentro de mim - até pq ele não deixa, fica mexendo o tempo todo e hoje, pela primeira vez, colocou o pé embaixo das minhas costelas e eu sinto dor toda vez que respiro ou espirro. Mas está tudo mágico demais, as roupinhas dele, os ultrasons, tudo me faz sentir saudade dessa pessoinha que eu tanto amo sem conhecer.

Nada como um dia depois do outro, não é mesmo?

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